Terra Magazine

24 de março de 2009

Ator global diz que governo quer punir o bom teatro e favorecer o Piauí

Um dia depois da divulgação do projeto de reformulação da Lei Rouanet, o meio cultural parece estar com a respiração suspensa. À noite, a frase era: “Deu até no Jornal Nacional“.

Muitos não entenderam muito bem o que é, de fato, a proposta do ministério. Outros, estão temerosos – para não dizer raivosos. Há também a ala dos que acreditam que a cultura brasileira terá muito a ganhar com as mudanças.

Enquanto um grupo se organiza para dizer A Lei Rouanet É Nossa, outro, ligado ao teatro engajado de São Paulo, clama pelo fim da Lei e pela criação de fundos públicos, considerado um meio mais democrático de distribuição dos recursos.

Procurei, ontem, alguns produtores e artistas para comentar o projeto. Veja a seguir o que disseram.

“O ministério quer punir quem faz teatro de qualidade”

divulgação

O ator Claudio Fontana acha natural que a cultura reproduza as distorções regionais do País. Para ele, não cabe à cultura resolver a desigualdade social e econômica:

“A reforma da Lei não pode punir os produtores e artistas que fazem teatro de qualidade só porque moram no Rio ou em São Paulo.

O que governo quer? Tirar os 100% de abatimento da gente e transferir para o Piauí? Além disso, é um mistério como será julgado quem merece ter abatimento de 100% ou 60%. Não é papel do ministério da Cultura resolver a desigualdade social brasileira.”
“Acomodado à subvenção, o teatro esqueceu o público”

Eduardo Tolentino de Araújo, diretor do Grupo Tapa, um dos mais longevos e respeitados do País, acha que a insistência nas leis de incentivo faz mal à cultura brasileira:

“Não sei muito bem o que é o projeto, e não estou muito interessado. Estou preocupado em como sobreviver independentemente das ações do governo. Se não fosse o dinheiro dos prêmios públicos, o Tapa também não teria sobrevivido. Mas não gosto dessa relação de eterna dependência.

Enquanto não encararmos o teatro como uma atividade profissional, que deve ser exercida seis dias por semana, o Estado, sozinho, não vai dar conta de atender todo mundo.

A subvenção deve existir para que se produza e não para que nossa ‘genialidade’ seja alimentada. Somos ‘gênios’ financiados para o nosso deleite. O público, simplesmente, parece ter sido esquecido pelo teatro.”
“O fundo público é a única saída”

O ator Ney Piacentini, integrante da Companhia do Latão e presidente da Cooperativa Paulista de Teatro, lidera um movimento chamado “27 de Março”. O objetivo do grupo é pressionar o MinC para que o Estado retome as rédeas da cultura:

“A nós interessa a cultura como direito do cidadão. Se as mudanças propostas pelo ministério vão atrapalhar alguns negócios, o problema é dos negociadores, não da cultura.

A nossa luta é pelo fundo público. Uma certa parcela dos produtores tem medo que o Estado controle a cultura a partir da distribuição das verbas dos fundos. Mas, hoje, quem controla as verbas é o capital. O cidadão tem instrumentos para fiscalizar a ação do Estado. A do capital, não.

Preparamos essa manifestação porque estamos cansados de esperar. O teatro recebe pouquíssimos recursos. Dissemos ao governo que só apoiaríamos as mudanças na Lei se eles se comprometessem a recuperar a Funarte.”
“As empresas de Recife desconhecem a Lei”

crédito: Caroline Bittencout

Ana Garcia, produtora do festival No Ar Coquetel Molotov, que acontece em Recife, diz que entre as empresas que pagam imposto em PE, muitas não sabem sequer do que se trata a Lei Rouanet:

“Já li duas vezes a nova Lei Rouanet, mas continuo sem entender direito o que vai acontecer. Posso falar da minha experiência, de uma forma objetiva e prática.

O fato é que poucas empresas pagam imposto de renda em Pernambuco. As que pagam não podem nos apoiar através da Lei Rouanet ou por não estarem aptas ou porque não sabem direito do que se trata.

Pesquisei no começo do ano todos os projetos que conseguiram apoio através da Lei Rouanet no Recife e percebi que a maioria conseguiu através de editais, como o da Petrobras Cultural. Poucos conseguiram diretamente com uma empresa local.

Lendo sobre a nova Lei, tudo soa muito bonito e vejo várias palavras como ‘democracia e transparência, já utilizadas por outras instituições daqui e que, na prática, não funcionaram.

Acho que as empresas deveriam ter renúncia fiscal no Estado de onde estão. A maioria das empresas aqui é filial, e a renúncia fiscal é no Sul.”

divulgação

divulgação

“O projeto privilegia o acesso à cultura”

A despeito da possibilidade de haver maior controle do governo sobre o dinheiro aplicado pelas empresas, Lárcio Benedetti, gerente de desenvolvimento sociocultural do Instituto Votorantim, vê com simpatia o projeto:

“Considero uma evolução as mudanças propostas para a Lei Rouanet. Em 2006, após um amplo diagnóstico, lançamos o Programa de Democratização Cultural Votorantim, que patrocina projetos de todas as áreas culturais, de todas as regiões brasileiras, de pequeno, médio ou grande porte, de conteúdos renomados ou locais, mas que tenham como objetivo tornar a população participante da cultura, oferecendo acesso a experiências artísticas.

Acesso é a nossa causa. Partimos do princípio de que uma ação cultural só se completa quando é acessada pelo público. E esta parece ser a essência dos aprimoramentos sugeridos pelo MinC.”
“Sem dados transparentes, o MinC não tem voz ativa”

João Leiva, sócio de uma empresa de produção cultural, diz que o MinC baseia as mudanças em dados irreais (que o MinC diz ter disponibilizado, mas que são, de fato, incompletos). De acordo com ele, o diagnóstico do governo é primário:

“Precisamos dar início a uma discussão de qualidade. O ministério ataca algumas das grandes produções, mas, entre 440 projetos de teatro, há apenas nove musicais. Também não é verdade, no caso do teatro, que 3% dos proponentes concentram metade dos recursos.

O ministério diz, no site, que disponibilizou todos os dados. Isso não é verdade. Não se pode falar em distorções sem ter os números corretos.”


Leia também
:

“Serão contra as mudanças os que perdem privilégios”
Produtores contestam dados do Ministério da Cultura

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86 Comentários »

  1. É engraçado, como alguns globais só olham para o proprio dedão……só tem ator global se beneficiando da lei, enquanto os verdadeiros artistas vivem de migalhas, oque eles nao querem é dividir o prato com os mais pobres, querem manter o rio de janeiro como cabide de emprego….a rede globo só faz produçoes rediculas….vide tropa de elite…..

    Comentário por george — 24 de março de 2009 @ 10:40

  2. meu deus Claudio Fontana …que ator…nosssssssssa…é claudio fontana..eri jonson…entre os grandes 171…pelo amor de deus…é palhaçada….

    Comentário por george — 24 de março de 2009 @ 10:45

  3. Querido porque o Piauí como exemplo????? vc por acaso está descriminando o meu estado querdo e seus artistas?????vc já nasceu sendo isso que vc acha que é??????na verdade quem é vc???? ´já sei mais um medíocre.

    Comentário por Graciana — 24 de março de 2009 @ 10:59

  4. Sobre o Gran Torino.
    O que ele, o velho Clint, sabe fazer e os favelistas jamais saberão: construir uma relação de amor para que a vingança (os imperdoáveis) ou o sacrifício (gran torino) nos derrube de emoção.
    Ele é o cara.

    Comentário por marcio alemão — 24 de março de 2009 @ 11:13

  5. Um menino de 5 anos queria ganhar 100 reais e rezou durante 2 semanas para Deus. Como nada acontecia, ele resolveu mandar uma carta para o Todo-Poderoso com seu pedido. O correio recebeu uma carta endereçada para “Deus-BRASIL”. Resolveram mandá-la para o Lula. Lula ficou muito comovido com o pedido e resolveu mandar uma nota de 10 reais para o menino, pois achou que 100 reais era muito dinheiro para uma criança pequena. O garotinho recebeu os 10 reais e imediatamente notou o endereço do remetente: “Brasilia-DF”. Pegou papel e caneta e sentou-se para escrever uma carta de agradecimento: - Prezado Deus: Muito obrigado por me mandar o dinheiro que pedi, contudo, eu pediria que, na próxima vez, o Senhor mandasse direto pro meu endereço, porque quando passa por BRASÍLIA, aqueles filhos da puta ficam com 90%!!!

    Comentário por david — 24 de março de 2009 @ 11:13

  6. O maior orgão que sente no ser humano é o bolso. Quiseram dar as mesmas oportunidades de cultura e incentivo a todos e alguns privilegiados indignaram-se. Do montante todo destinado a projetos culturais 80% fica no “eixo cultural” Rio-São Paulo, estas produções que teriam que, por obrigação, ter uma valor ameno há visto que quem patrocionou foi a população com o repasse dos nossos impostos e visto valores absurdos nas bilheterias. Concordo com o autor Claudio Fontana, que neste “eixo cultural” as produções são de qualidade, também com uma repasse desproporcional desse teria que ser sim. O Brasil não se resume a este “eixo”, todos devem ter acesso aos benefícios oriundo dos repasses de impostos. Por fim, com a aprovação e implantação desta lei, quem ganha é a cultura do brasil em geral. Não como antes uma dúzia de pseudos-intelectuais e produtores.

    Comentário por Ricardo Araujo — 24 de março de 2009 @ 11:25

  7. Imaginem que esse Fontana é ator!! Alguém que, por profissão, deveria entender os humanos e falar, transmitir emoções para as pessoas. E como ele, obviamente, exclui piauienses e vizinhos, calculemos qual deve ser a percepção, a apreensão, a qualidade que um cara desse deve ter como ator. Aliás, e a propósito, quem mesmo vem a ser o tal do Claudio Fontana? Nunca ouvi falar, nunca vi nada dele. Porque e para que ouvir uma cavalgadura como essa?

    Comentário por leonardo amaral — 24 de março de 2009 @ 11:27

  8. Esse pessoal esquece que somos 51 milhões de nordestinos! Com esse discurso preconceituoso, não é a toa que levem pau em todas as eleições nacionais. Tomara que o Ministério da Cultura consiga mudar essa lei.

    Comentário por Patrick — 24 de março de 2009 @ 11:29

  9. Curiosa esta implicância sulista com o Piauí… Na passeata dos “Cansados” de São Paulo, um diretor da phillips(assim mesmo, minúsculo) no Brasil chegou a dizer que ” Se o Piauí não existisse no mapa do Brasil, ninguém notaria a diferença”… O depoimento deste ator, entre tantos outros, mostra que, para a elite bem nascida e bem pensante (que é como eles se acham), é muito natural o governo privilegiar o Sul maravilha, onde se faz teatro de qualidade (???) no Brasil, em detrimento do Piauí, Ceará… O que não é Sul, é grotão, na cabeça dessas pessoas…

    Comentário por Paulo — 24 de março de 2009 @ 11:31

  10. Aposto que este pobre ator, que nunca fez nada expressivo, e talvez esteja em foco no Rio ou em São Paulo, mas para o resto do país está completamente sumido, não tem consciência de grandeza cultural deste país. Eu, que moro em Brasília, mas sou piauiense, o vejo com a mesma frequência com que assisto o cantor Vavá Ribeiro, piauiense também, se apresentar, ou seja, quase nunca, só se estiver no Piauí. Agora o alcance nacional deste artista, muito bom por sinal, é muito menor do que um cantor de Rap ou Funk que escreve coisas como a música do Créu, simplesmente por estar em um Estado mais pobre e longe do Rio! Para quem está fora do eixo Rio-SP, esses artistas globais que não estão nas telinhas, têm a mesma importância que aquele que está fazendo teatro no interior nordestino, no meio da amazônia ou qualquer outro lugar. Muitos talentos, e digo por conta própria, superiores a esses aí da mídia, são desperdiçados pela falta de incentivo cultural em centros menos favorecidos. No Rio a pessoa pode dizer que sua profissão é artista, no Nordeste, muitos têm que ser pedreiros, vendedores, taxistas e nas horas vagas, fazem arte. Nada mais justo que dar oportunidades iguais, é só seguir um princípio básico da Constituição!

    Comentário por Felipe — 24 de março de 2009 @ 11:40

  11. Fiquei atonito com as palavras desse ator global. Nossa Senhora!!!! O imposto que o Brasil arrecada é pra ser distribuido entre os brasileiros, todos, não só quem teve a sorte (ou azar) de ter nascido no eixo Rio-São Paulo…lá no Piauí, Sr. CLAUDIO FONTANA, tem gente também, o Sr. sabia? E lá, também, se faz cultura, mesmo com pouco incentivo…Que pena que o Brasil idolatre um ator como esse, que pena mesmo.

    Comentário por Jose Airton — 24 de março de 2009 @ 11:42

  12. Pensei que fosse o Dunga na reportagem hahaha

    Comentário por J — 24 de março de 2009 @ 11:59

  13. Em poucas palavras: ninguém aguenta mais Rio e São Paulo.

    Comentário por j.h. — 24 de março de 2009 @ 12:02

  14. Que ator medíocre… simplesmente medíocre, é triste um ator ignorante e que só olha pra ele, quer tudo para ele, já era ridículo essa desigualdade, agora o que esse ator falor é simplesmente idiota!

    Comentário por Italo — 24 de março de 2009 @ 12:04

  15. A maior pobreza do Brasil não está na miséria, mas na visão mesquinha da elite nacional. Esses vivem dizendo por aí que a atuação do Estado tem que ser mínima, mas quando se falam em cultural esses ricos colocam um escorpião no bolso.

    Vcs sabiam que a OSESP recebe do governo de Sâo Paulo 20% de toda a verba destinada à cultura para o EStado?

    Sim, esse é o maior exemplo que esses ricos pedem estado mínimo para o pobre e estado atuante para eles.

    Comentário por eduardo — 24 de março de 2009 @ 12:08

  16. O último que quis humilhar o Piauí, foi mandado embora da Phillips (mandei e-mail para a matriz da empresa reclamando desse nojento brasileiro)

    Por que escolheu o Piauí? Quem é esse ator? Será mesmo ator?

    Eu paulistana repudio o comentário desse idiota.

    Comentário por maria fer — 24 de março de 2009 @ 12:13

  17. Cláudio Fontana diz que não cabe à cultura resolver as desigualdades regionais. É verdade. Mas é verdade também que não cabe ao governo financiar meia dúzia de produtores. O dinheiro deveira ir para escolas e lá sim incentivar os estudantes a participar de atividades artísticas, até porque o termo cultura é muito mais amplo do que arte.

    Comentário por Pedro Andrade — 24 de março de 2009 @ 12:14

  18. O governo do Piaui deu 1.000,00 (é isso mesmo, um milhão) para o deputado federal e cantor Frank Aguiar fazer um filme sobre sua vida, enquanto isso muitos Piauenses precisando de ajuda e nada, o governo fala que não têm dinheiro.
    É brincadeira!!!!!

    Comentário por Dorival Cipriano de Souza — 24 de março de 2009 @ 12:22

  19. Simplesmente infeliz nesta declaração.
    Quem dissse q o bom teatro eh o seu (são paulo e rio), quem disse q cultura boa eh essa ou aquela.
    Cultura não tem dono nem cara. Alias o que eh cultura se não isso… cultura do preconceito, cultura do ignorante. Enfim cultura não eh criada e sim formada.
    Concerteza a cultura de goias, minas, piaui, amazonas são tao ricas, ou até, mais rica que a desse “eixo”. Haja visto que a cultura desse “eixo”, eh a cultura do lucro, do aristocratico, do plagio.

    Vergonha eh o q esse atorzinho deve d tar sentindo… alias qual o nome dele msmo?

    Comentário por FONSECA — 24 de março de 2009 @ 12:26

  20. Quem é Cláudio Fontana? Deve ser mais um atorzinho falido ou que vive às custas de dinheiro público que é enterrado em peças e filmes ridículos feitos por pessoas do estupendo eixo rio-são paulo-minas. Como se no restante do do país não haja cultura.

    Coitado, tenho pena de gente pequena como esse “senhor”.

    Um abraço a TODOS os bons atores e atrizes brasileiros.

    Comentário por Cyro - Teresina-PI — 24 de março de 2009 @ 12:33

  21. Cláudio Fontana ??? Nunca vi mais gordo… nunca havia ouvido falar nesse cara. Isso deve ser um atorzinho pé de escada, sem qualificação, que vive por meio de projetos financiados pelo governo. Por isso ele não quer perder a teta… Apesar de não conhece-lo, profissional ou pessoalmente, percebe-se, por suas declarações, ser uma pessoa extremamente preconceituosa, egocêntrica e mau-caráter. BOICOTE AOS ESPETÁCULOS DO EIXO RIO-SÃO PAULO….

    Comentário por Marcio — 24 de março de 2009 @ 12:36

  22. QUANTA IMBESSILIDADE. QUEM ESSE FONTANA Q ATOR Q ESSE
    PRECONSEITUOSO ,ALGUMA COISA CONTRA OS PIAUENSE
    NORDESTINO .Q DESCARADO..NA MINHA OPINIÃO O GOVERNO
    NÃO TINHA Q DAR DINHEIRO PARA NINGUEM ,SE O GOVERNO
    FINANCIA UMA CASA ELE RECEBE E DOS FILMES NÃO RECEBE NADA,É BOM Q SE DIGA DE PESSIMA QUALIDADE .

    Comentário por robertodasilva — 24 de março de 2009 @ 12:40

  23. Como se no Piauí, o povo e os artistas não tivessem direito ao acesso e a produzir cultura, respectivamente. Comentário do ator foi ridículo.
    Mostra o nível de ator que ele é. Aliás, não só ator, mas como pessoa também. Mais uma vez…Lamentável

    Comentário por Elizel — 24 de março de 2009 @ 12:47

  24. esse cara parece o dunga

    Comentário por jose — 24 de março de 2009 @ 12:53

  25. esse tipo de pensamento é normal em pessoas do rio e são paulo. eles juram e acham que são paulo e rio é nova york e paris.
    agora, dizer que o teatro dessa área é de qualidade é meio relativo: de boa qualidade visual talvez, mas de boa qualidade teatral, não sei. parece que a maioria das peças são baseadas em produções/textos americanos; quer dizer, ficam copiando o que se faz lá fora, pra poderem se sentir superiores ao resto dos brasileiros. é podre!!

    Comentário por ana — 24 de março de 2009 @ 12:55

  26. O governo, ao contrário de destinar dinheiro (incetivo fiscal) para uma meia dúza de desocupados, deveria se preocupar em destinar verba é para a segurança pública, para a construção e manutenção de presídios federais (só existem dois em funcionamento em todo o país), para a segurança nas escolas e para defesa de nossas fronteiras. Vcs sabiam que o recrutamento das forças armadas do país, este ano, caiu quase pela metade, por falta de dinheiro???? Não existe dinheiro para se pagar o soldo dos recrutas (um salário mínimo!!!!!!!!). As fronteiras estão abandonadas. Qualquer um desses malucos que governam a américa latina pode se meter à besta e tomar a amazônia e o Brasil nada poderá fazer, não tem armas, não tem gente, não tem aviões, não tem nada……. e se fica discutindo a liberação de incentivos fiscais para um bando de vagabundos???????? Enquanto isso no senado federal (no congresso como um todo) a farra continua….. São 81 senadores e 181 diretores, com salários superiores a 18.000,00 (cem diretores a mais do que o número de senadores), fora os ASPONES…. as isto é outra história.

    Comentário por francisco — 24 de março de 2009 @ 12:57

  27. Quem é mais ignorante? O MinC, que não sabe tabular dados (ou os manipula propositalmente), ou os nordestinos que comentaram esta coluna, que focam seu discurso em algo que não é o fator preponderante? A discussão aqui é sobre as mudanças na Lei Rouanet, não uma guerra de nervos entre Sul e Norte.
    O preocupante não é o que atores, produtores e pessoas do ramo acham sobre teatro em São Paulo ou Teresina, mas a metodologia (errônea, para variar) do governo para alterar uma lei que tem impacto direto na produção cultural nacional.
    Favor pararem com esta mania de perseguição atrasada e de séculos atrás e voltarem-se para o verdadeiro problema. “Imbessilidade” (sic) e “preconseito” (sic) (como visto em comentário de Roberto da Silva) é desviar o foco do problema.

    Comentário por Thiago Andrade — 24 de março de 2009 @ 13:02

  28. Cultura para este ator ou autor ? GLOBAL só significa a primeira silaba sem o (ele) L? em relação ao PIAUÍ.

    Comentário por Evandro Mariano — 24 de março de 2009 @ 13:02

  29. Se o dinheiro que financia a cultura vem de nossos impostos, porque não retornar para benefício de todos ??? É mesquinho privilegiar uns poucos que NÃO SÃO ARTISTAS porcaria nenhuma, apenas globais exibidos, a cultura é p/ todos aqueles que a apreciam e que podem descobrir formas novas de ver o mundo através dela.
    Se eles querem tanto dinheiro, que façam por oonde, se virem, vão batalhar!!! e não ganhar tudo de boa.

    Comentário por Paula Silva — 24 de março de 2009 @ 13:03

  30. CLAUDIO FONTANA??? MAS O CARA DA FOTO Ñ É O DUNGA???

    Comentário por Rodrigo — 24 de março de 2009 @ 13:04

  31. Mudanças, sim e já. Se os grandes artistas não se sustentam pelo que o seu trabalho representa, quem se sustenta? Se os seus projetos são tão bons, porque a necessidade de dinheiro público renunciado? Não é possível aceitar que artistas que estão há mais de meio século na estrada necessitem de verbas incentivadas para a realização dos seus espetáculos! Algo está errado, se necessitam. Que se banquem pelo talento que afirmam ter. Chega de empresas comemorarem seus aniversários com o dinheiro público pagando a festa. Há muito que os projetos culturais incentivados passaram a ser ações de comunicação e marketing das empresas.

    Comentário por Caio — 24 de março de 2009 @ 13:04

  32. Há! Há! Há!

    Hey, Hey, Didi… Take me back to Piauí.

    Comentário por Eddie — 24 de março de 2009 @ 13:11

  33. Piauí? Onde fica isto? Perto do Paraguai?

    Comentário por dos Santos — 24 de março de 2009 @ 13:13

  34. ah! ah!” Ah! Exatamente … Piauí? O que faz? O que produz? Do que se alimenta?

    Comentário por dos Santos — 24 de março de 2009 @ 13:15

  35. Mais um medíocre que quer de alguma maneira aparecer e se locupletar de dinheiro público se auto-elogiando e fazendo o Estado do Piauí de escada

    Comentário por Mauro — 24 de março de 2009 @ 13:26

  36. E viva o Brasillll, este é o Brasil brasileiro!!!!!!!!!!!!!!! Salve e sarava a todos.
    Bjs do Joaozin

    Comentário por Joao\in — 24 de março de 2009 @ 13:29

  37. Gonçalves e Santos [como se fossem estes seus nomes]. Mas independente de quem seja(m). Não passa de um pobre coitado sem educação e semi-analfabeto que nem ao menos entende da geografia do próprio país. Me nego a levar alguem de tão baixo nível cultural a sério.

    Comentário por Cyro - Teresina-PI — 24 de março de 2009 @ 13:30

  38. Não sou do Piauí, mas tenho respeito por todos e acredito que esse ator que faz algumas novela, não deve conhecer o Piauí para falar dessa forma. Eu particularmente não conheço o Piauí e acredito que deve ser uma linda cidade como tantas em nosso Brasil. Quando atores com esse rapaz falam mal de nossas cidades brasileiras, deveriam vir a publico perdir desculpas de joelhos, pois somos nós que pagamos o salarios deles, por que sem plateia não tem palhaço!!!

    Comentário por Marcel — 24 de março de 2009 @ 13:35

  39. Precisamos rever conceitos… Ator global? Tenho certeza que muitos atores (globais ou não) não compartilham de pensamentos preconceituosas e discriminatórias como deste babaca. São pensamentos como estes que fazem as pessoas não valoriazem a arte e a cultura. Talvez ele nem se quer saiba onde fica localizado o Piauí. Piauí: quem conhece ama!!

    Comentário por Francisca Dias — 24 de março de 2009 @ 13:37

  40. Esses caras pegam dinheiro público para fazer “cultura” que só interessa a eles, depois cobram uma fortuna para quem quiser assitir e ainda vêm me falar uma frase rídiculas dessas…tsi.

    Comentário por anderson — 24 de março de 2009 @ 13:50

  41. Para quem não conhece o Estado do Piauí e sua importância na história de nosso País, assistam nas próximas semanas na TV SENADO, um filme que conta de forma verdadeira como se deu a independência do Brasil. Aconselho a TODOS os brasileiros e brasileiras a assistirem. Ah, o filme é uma produção completamente feita no Estado do Piauí.

    Comentário por Cyro - Teresina-PI — 24 de março de 2009 @ 13:54

  42. Esse aí que parece o Dunga não presta nem pra fazer OS MUTANTES na Record.

    Comentário por Allan — 24 de março de 2009 @ 13:54

  43. A imoralidade disso tudo é destinar dinheiro, um centavo que seja, p/ patrocinar a “cultura”. É preciso que haja uma contabilidade minuciosa sobre a destinação de QUAISQUER recursos no Brasil. Pessoalmente, uma peça de teatro no Rio ou SP me parece pertencer ao mecanismo de mercado, não tem que receber dinheiro do Governo coisa nenhuma.

    Comentário por Alex — 24 de março de 2009 @ 13:56

  44. É LAMENTAVEL VER ESSE IDIOTAS, MESQUINHOS SE REFERINDO DESSA MANEIRA AO PIAUI. PRA QUEM NÃO SABE, O PIAUI É ONDE TUDO COMEÇOU.IDIOTAS, QUE NUNCA ESTUDARAM A PROPRIA HISTORIA DO PAIS.VERGONHOSO. PROCUREM UM LIVRINHO DE HISTORIA DO BRASIL E AI VCS PODERAO FICAR POR DENTRO DA HISTORIA DO PAIS DE VCS.DEPOIS, VCS VOTEM AKI PRA PERGUNTAR ONDE FICA O PIAUI.É POR ESSE TIPO DE GENTE QUE HA ESSA DESIGUALDADE HOJE.POBRES COITADOS…

    Comentário por Samara — 24 de março de 2009 @ 14:00

  45. “teatro de qualidade”… onde? se fosse de qualidade mesmo sobreviviria pelos próprios méritos.

    Comentário por analfabeto cultural — 24 de março de 2009 @ 14:01

  46. PARA QUEM NÃO CONHECE O PIAUI, VISITEM>>> http://www.piemtur.pi.gov.br/

    Comentário por Samara — 24 de março de 2009 @ 14:05

  47. Peraí Samara… “O Piauí é onde tudo começou”??? Não vamos exagerar… daqui a pouco vão dizer que o Big Bang aconteceu em um ponto do Universo onde hoje é o Estado do Piauí, ou em uma versão bíblica que “a terra era sem forma e vazia… até que FIAT LUX: e eis que surge o Piauí!”.
    Em tempo: Quá, quá, quá, quá!

    Comentário por Eddie — 24 de março de 2009 @ 14:09

  48. EDDIE, QUANDO VC PEGAR UM LIVRO DE HISTORIA DO BRASIL E ESTUDAR DIREITINHO A HISTORIA DO TEU PAIS, A GENTE PODE ATÉ CONVERSAR ATÉ LÁ, FICAMOS POR AQUI MESMO. PQ UMA PESSOA QUE NÃO SABE A HISTORIA DO PROPRIO PAIS É DE LASCAR. ESTUDE UM POUQUINHO E QUEM SABE…IGNORANTE VC EIN.

    Comentário por Samara — 24 de março de 2009 @ 14:15

  49. Caramba, que brasileiro que esse cara pensa que é? O Piauí só pode consumir? Não pode ter condições de produzir nada cultural? Acho que esse ator tem medo da concorrência que pode surgir dos fundos do Brasil esquecido, e que muitas vezes é mais cultural que ele.
    Esse ator me dá vergonha pela incapacidade que temos de envolver o Brasil na sua brasilidade.

    Comentário por Bocão — 24 de março de 2009 @ 14:20

  50. Eddie, vá conhecer a história dos povos americanos. Vá um dia conhecer o Parque Nacional da Serra da Capivara e entender melhor a bobagem que vc disse e talvez alcançar o que a Samara disse. Conheça o Brasil, conheça a história do Brasil. Desligue a globo e vá conhecer por vc mesmo.

    Comentário por Bocão — 24 de março de 2009 @ 14:22

  51. É não Eddie. O que samara quis dizer eu explico, já que você NÃO SABE.

    Você já ouviu falar do Parque Arqueológico Serra da Capivara? Então, este parque é localizado aqui no Piauí e nele se encontra vestígios da civilização mais antiga das Américas (50.000 anos). Nesta região do Piauí será realizado neste ano um fórum Mundial com a presença de historiadores do 5 continentes e se prever que a história da povoação do mundo será contada de outra forma, após este evento. Ok ? Espero ter explicado de forma rápida e objetiva.

    Comentário por Cyro - Teresina-PI — 24 de março de 2009 @ 14:23

  52. ISSO MESMO CYRO, VAMOS CONVIDAR EDDIE A PARTICIPAR DESSE EVENTO PRA VER SE ELE CONHECE UM POUCO DA HISTORIA DELE. É CADA UM Q NOS APARECE, EU EIN.

    Comentário por Samara — 24 de março de 2009 @ 14:38

  53. Cláudio Fontana???? Quem é esse rapaz??? Global? Só podia ser. E que conversa é essa de falar logo nos Estados do Nordeste? Vocês “se acham”, mas não são nada, nada. Ficam na Globo fazendo uns biquinhos, cobrindo os grandes atores e não são mais nada além disso. Deixem o nordeste em paz! Estão perdendo a “boquinha”, daí ficam logo apavorados e com certeza tudo isso é capaha Serrista da Globo. Vocês podia se reunir e pedir à Globo parte do dinheirinho que ela ganhou em publicidade inútil do Kassab com empresa de São Paulo, veiculando por todo o nordeste, ou melhor, Brasil. O QUE TEMOS COM ISSO??? NÃO NOS INTERESSA SABER DA EMPRESA. ISTO É VERGONHOSO, PORQUE É CAMPANHA SERRISTA. Dos 9 milhões pagos pelo Kassab em publicidade, a Globo ficou com 7,5 milhões …kkkkkkkk Atores globais capachos.

    Comentário por Brasileira — 24 de março de 2009 @ 14:40

  54. PARA PARTICIPAR DO CONGRESSO DE ARTE RUPESTRE ACESSE: http://www.fumdham.org.br/colunas/site_globalrockart2009.asp

    Comentário por Samara — 24 de março de 2009 @ 14:45

  55. Claudio Fontana, que triste declaraçao. Vc se acabou meu pobre ator. Vc é um coitado e saiba respeitar o povo brasileiro. vc foi infeliz em falar isso, mas infelizmente é essa a mentalidade de muitos da elite brasileira. Vamos dá um boicote nesse safado e assim, mostrar respeito aos estados e ao povo. Sou Maranhense, mas nao aceito isso de jeito nenhum, pois o Maranhao e Piauí tem muito em comum e nao merecem serem desrespeitados.

    Comentário por Francisco — 24 de março de 2009 @ 14:45

  56. Se é para um Forum mundial no Parque Arqueológico Serra da Capivara, no Piauí, é CULTURA. Sr. global, é de cultura pra cultura e com certeza a cultura do Piauí é mais justificável que as novelinhas globais onde só aparecem propagandas e a família é deturpada em todos os sentidos. Sr. ator famoso, vai lá no Piauí para ter uma aula cultural . Cultura mesmo é o BBB.

    Comentário por Brasileira — 24 de março de 2009 @ 14:46

  57. quem é que é mesmo cláudio fontana???? fala sério né! a cultura brasileira não se restringe às novelas chatas e repetitivas da tv globo. a nossa cultura não vem de somente de espetáculos nos grandes centros, mas também, e, principalmente, da expresão do povo simples. conheço o piauí e podem ter certeza, qua aquele estado é um berço de cultura brasileira, assim como todos os outros da região nordeste.

    Comentário por willian sobrinho — 24 de março de 2009 @ 14:50

  58. Esse mesmo carinha uma vez criticou o país porque chorava a morte do Senna e eu o odiei nesse momento. Ele sim não é ninguém e tentou aparecer no momento da dor da morte de Senna, que era um ídolo. Senna é imortal, quanto a esse carinha ninguém vai lembrar dele se amanhã sumir.

    Comentário por Luciano — 24 de março de 2009 @ 14:50

  59. O link sobre o evento que falei é o seguinte:

    http://www.fumdham.org.br/fumdhamentos7/

    Comentário por Cyro - Teresina-PI — 24 de março de 2009 @ 14:57

  60. meu caro atorsinho de meia tigela.. ver se aprende a dar mais valor a cultura e divida o que é bom com os que mais necessitam.
    vc é muito babaca.. e jamais fale uma merda dessas que vc acabou de dizer, discriminando um estado maravilhoso que aposto que voce ja foi até mesmo a trabalho e foi muito bem recebido. deixar de ser imbecil cabra da peste.

    Comentário por nosdestina com amor — 24 de março de 2009 @ 15:00

  61. SABE PORQUE ELES QUEREM QUE OS RECURSOS( RENINCIA FISCAL) FIQUE N A REGIÃO SUL?
    É PARA ELES FAZEM FILMES SOBRE O NORTE- NORDESTE QUE É MUITO RICO CULTURALMENTE E NO SUDESTE SÓ TEM CAISA PARA INGLÊS VER.
    O MINISTRO ESTÁ CORRETÍSSIMO - GIL SEMPRE FALA SOBRE ISSO, TEM QUE ACABAR COM O MONOPÓLIO DO DO SUDESTE QUE PAGA “CAXÊS” ALTOS PARA GLOBAIS E O RESTO FICA A VER NAVIO, NAVIO NÃO “BODE”.

    Comentário por carlos rios — 24 de março de 2009 @ 15:06

  62. TODO MUNDO QUER MAMAR NAS TETAS DO GOVERNO.

    Comentário por XAVIER — 24 de março de 2009 @ 15:11

  63. Deu no New York Times do Brasil? Então os Sympsons já sabem…
    e os sabujos já começaram a ladrar.

    Comentário por Lucia — 24 de março de 2009 @ 15:19

  64. Bota esta cambada de vagabundos parar trabalhar!!!

    Comentário por wilson — 24 de março de 2009 @ 15:26

  65. O que é Piauí hein????

    Comentário por wilson — 24 de março de 2009 @ 15:32

  66. Onde você mora, Wilson?

    Comentário por Cyro - Teresina-PI — 24 de março de 2009 @ 15:39

  67. Ah, qual teu grau de escolaridade?

    Comentário por Cyro - Teresina-PI — 24 de março de 2009 @ 15:41

  68. “Meu Deus como tem gente ignorante a respeito do nosso país”, avisem a este ator que o Piauí faz parte do Brasil e que fica localizado na região Nordeste, é um dos noves Estados. Conheça também as culturas nordestina, não é só novela global que é cultura, aproveite a informação do colega Cyro de Teresina/PI e marque sua presença no Forum mundial no Parque Arqueológico Serra da Capivara, vc vai sair de lá com outra impressão e jamais vai comentar o que não conhece.

    Comentário por Cecilia — 24 de março de 2009 @ 15:56

  69. Sou Piauiense! Melhor que falar … Videolog digita lá Adrysantos e ouça São Flores o Seu Coração! É cultura sim….

    Comentário por adriano pereira dos santos — 24 de março de 2009 @ 16:11

  70. ********************Concordo com a Graciana*************************** Porque o Piauí como exemplo????? NO nosso querido estado temos muitos artistas maravilhosos, que inclusive já trabalharam com o BRILHANTE CHICO ANÍSIO no Chico Anysio Show. Pelo amor de DEUS gente, não vamos nos deixar cair na mediocridade!!!!!!!!!!!!!

    Comentário por lyss martins — 24 de março de 2009 @ 16:40

  71. sou capixaba, e não é bem cultura que o eixo rj-sp espalhou pelo pais mas sim a violencia que o resto do pais ´não tinha com a intensidade atual este cara é demente VIVA O PIAUí.

    Comentário por luciano — 24 de março de 2009 @ 17:10

  72. o blog está pegando fogo, ana… traz um extintor que a coisa está ficando complicada… :)

    a menos que se mudem os investimentos, as produções de cultura vão acontecer no eixo rio-são paulo porque é lá que se concentra o dinheiro. cada estado, cada região, tem a sua arte, seu valor. e cultura é diversidade, é criatividade, muita personalidade.

    o bom do brasil é que é um país continental: não há outro no mundo com tal riqueza, tantos sotaques, tantos costumes diferentes. e em cada parte, cada arte se faz presente de forma contundente. há quem não troque a festa do boi caprichoso por um show do radiohead, assim como tem gente que gosta da globo enquanto outros não curtem tv. quem está certo? nem um, nem outro, muito pelo contrário.

    infeliz comentário de um infeliz proletário. desculpas seriam bem-vindas. não apagaria a gafe, mas demonstraria um pouco de bom senso. e que depois ele continuasse como antes deste episódio: um ilustre desconhecido para a maioria brasileira.

    abraços.

    Comentário por guto oliveira — 24 de março de 2009 @ 20:12

  73. Em resposta ao ator Claudio Fontana, que afirma que “acha natural que a cultura reproduza as distorções regionais do País”, cito João Sayad, banqueiro e intelectual:

    “Antigamente, numa era religiosa, o natural era coisa criada por Deus. Hoje, o natural é aquilo que dá lucro.”

    A citação foi retirada daqui:
    http://www.kiwiciadeteatro.com.br/politica-cultural/o-negocio-da-cultura/

    Comentário por Marcia Bechara — 25 de março de 2009 @ 12:24

  74. Desculpem-me se ofendi o Piauí. É um estado lindo e repleto de talentos teatrais. Fui infeliz na colocação. E a repórter do TERRA obviamente aproveitou-se disso para polemizar, o que é muito desagradável. Mas ainda acredito que o sul e sudeste não podem ser penalizados para que as outras regiões sejam favorecidas. O que deve ser feito é incentivar a produção teatral das outras regiões do país sem afetar a produção do sul e sudeste, que é a mais dinâmica e produtiva do país.

    Comentário por Claudio Fontana — 25 de março de 2009 @ 15:37

  75. Discordo de forma veemente que as empresas tenham o direito de escolher que projeto irão financiar, pois elas sempre optaram por aqueles projetos que lhe darão maior visibilidade na mídia. Neste caso os pequenos empreendedores continuaram excluídos! O mais razoável é garantir a empresa à vinculação de suas marcas a bons projetos culturais. O que deve ser priorizado é a natureza qualitativa do projeto e não sua abrangência quantitativa. As empresas já lucram com o abatimento dos impostos e não devem limitar este mecanismo público a condição de uma ferramenta de marketing.

    A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira, Dançar Marketing e Comunicações e a Fundação Roberto Marinho não podem mais monopolizar a disputa pelos recursos públicos.

    É fundamental assegura que a Lei Rouanet não continue sendo instrumentalizada da forma como vem sendo pelas empresas e demais instituições. No meu entender, deveria ser estipulada uma cota de 40% para as fundações e 60% para proponentes físicos. As empresas poderiam dividir seu apoio dessa maneira: 40% do total de seu recurso investidos em projetos propostos por pessoas jurídicas e 60% para pessoas físicas. Só assim seria garantida a descentralização e valorização da produção independente no país.

    Comentário por Seu Ribeiro - Músico — 25 de março de 2009 @ 23:26

  76. Desculpem, mas está havendo um equivoco, e grave. O ator, só quis dizer que a distribuição de renda seria injusta se dividissem em partes iguais(ele usou o Piauí como exemplo. Poderia ser uns 10 ou 14 estados)o mesmo valor pra São Paulo, Acre e Maranhão, por exemplo. Tamanho do estado, população, e outras tantas coisas tem que ser levadas em conta.
    O que eu estou vendo é um bando de pessoas mal educadas, com muita raiva e ódio no coração, perdendo seu tempo pra disseminar uma energia negativa e falando entre outras coisas MUITA besteira.
    Se são ignorantes(ignorante é quem IGNORA um fato)saibam que o ator Claudio Fontana é um ator premiado, respeitado no meio teatral, bom carater e, concordo, que deu uma declaração infeliz.
    É isso.
    Aos que não concordam, tentem respeitar .Com educação.

    Comentário por Eduardo Antunes — 26 de março de 2009 @ 0:46

  77. Luciano:

    Senna foi um “artista” como outro qualquer e deixou muita gente comovida, como eu, pela perda de um ser humano naquelas condições do seu acidente.
    Uma vez ouvi de um amigo que ele chorou mais por Senna do que por seu sobrinho que havia falecido.
    Endeusar famosos não alimenta ninguém, não veste ninguém e nem dá dignidade de vida a ninguém.

    Comentário por Sílvio — 26 de março de 2009 @ 11:38

  78. O mal das pessoas é achar que pode e deve falar tudo o que vem na cabeça, sem ao menos pensar o que virá depois, o ator Claudio Fontana, que por sinal, é um ótimo ator, foi mal em sua colocação, o que é para ele o Estado do Piaui, ou do Maranhão por exemplo, são dois Estados dos mais pobres da federação, pobres porque os governantes querem, mas, são ricos em cultura e que merecem tanto quanto o Rio ou São Paulo, serem respeitados culruralmente.

    Comentário por Felizberto Reiz — 26 de março de 2009 @ 11:56

  79. O que eu acho da sobre a lei Rouanet é que o Minc não deveria ficar bancando projeto de atores globais e nem de artistas como a Ivete Sangalo e outros que ganham uma fortuna em cada show que fazem, isso é uma palhaçada.

    O governo tem que apoiar aqueles que possuem potencial artístico cultural e que não possuem recursos para produzirem o seu trabalho, que já está na mídia não precisa de apoio, e no país temos muitos artistas bons que não tem apoio, quem realmente promove cultura de verdade!!!

    Comentário por Luciano Boca — 27 de março de 2009 @ 20:33

  80. No tocante a política audiovisual brasileira, as mudanças significam o fortalecimento do movimento da descentralização dos incentivos a projetos culturais, onde muito se faz sentir a falta de representatividade de regiões como o Norte, os recursos federais permitem que o Brasil conheça a complexidade de expressões artística principalmente para regiões carentes de políticas de incentivos, os realizadores entendem que a onde faltou condições para o acesso cultura faltou democracia, onde faltou informação para compreender a cultura, faltou democracia, onde faltou o exercício de idéias e experiências relacionadas à cultura faltou democracia. A democracia significa liberdade política e condições dignas de vida que por sua vez tais condições significa acesso a bens culturais. Compreender o “outro” é ainda um desafio sociocultural do século 21, pois o século que passou nos ensinou que a visão ocidental etnocêntrica de que apenas suas experiências e as suas culturas podiam ser consideradas como normas soaram como arrogância e foram prejudiciais na condução de políticas em geral. Por exemplo, o discurso da descentralização e da democratização do fomento e acesso a bens culturais pareciam não se fazer presente na pauta e na agenda de políticas públicas para a cultura e assim, excluiu por décadas regiões a expressarem seja qual for o gênero de tenham escolhido. Desta forma, aceitar o lugar de outra cultura, a sua linguagem e formas de expressão e fundamental para que o ser humano possa fazer uma leitura crítica da vida cultural. Sob o viés da democracia da arte, será permitido que a Amazônia se sinta realmente representada, dependente do tipo de reinterpretarão dada pelo público à obra, ampliando visão de sua complexidade, fazendo com que o telespectador amplie a “visão de mundo” e com este aprenda a dialogar.

    Comentário por Izis Negreiros - Cineasta amazonense — 27 de março de 2009 @ 21:18

  81. Senhores legisladores,
    A lei é boa, a avaliação e a distribuição da renda dessa lei é que não funciona. Como foi sinalizado pelo jornal O GLOBO de terça feira dia 24 de março de 2009, de toda a verba captada somente 3% dos proponentes ficam com mais de 80% do montante total. Isso significa que a lei funciona e o que não funciona é a distribuição dessa verba. O que deveria ser criado é um mecanismo onde esses 3% beneficiado tenha um limite e o patrocinador ser obrigado a entregar o restante dos valores a outros proponentes. Até por que é verba pública que o governo entrega a responsabilidade da divisão aos departamentos de Marketing das empresas patrocinadoras. Essa distribuição na mão do governo mudaria??? Ou será que teríamos novamente os 3% amigos e dignos de investimento novamente beneficiados??? Como se avalia um projeto cultural???? Qual a responsabilidade do governo na difusão cultural??? Pois já vimos filmes onde o governo cada vez mais cedeu e até agora não vimos nenhum resultado ou espetáculos que simplesmente são caça níqueis onde claramente o dinheiro foi gasto sem alcançar o proposto. Isso deve ser regulamentado e não gastar tempo e dinheiro além de engessar a cultura para se fazer um estudo por meses e enquanto isso só os que por um motivo ou outro já conseguiram a aprovação dos seus projetos estão captando. Além de termos que começar novamente do zero para ensinar as empresas o funcionamento da nova legislação e com isso perdermos mais uma vez as portas que lutamos tanto para abrir.

    Raul Labancca ( ator, diretor e cineasta)

    Comentário por Raul Labancca — 27 de março de 2009 @ 23:23

  82. Até nos EUA (SIM, nos EUA também!) o Governo patrocina e ajuda a cultura, principalmente os filmes (não esqueçam da propaganda ideológica sempre inclusa nos filmes dos EUA, com dedo do governo daquele país no meio).
    É importante o Governo não apenas patrocinar a cultura, mas também garantir sua correta distribuição pelas áreas do nosso País. Aqui no Rio de Janeiro, a cultura promove-se por si só, a necessidade de intervenção governalmental é pequena, pois o Rio é a capital cultural e intelectual do Brasil. Mas em estados tão esquecidos e marginalizados como Piauí, Roraima ou Acre, o Governo deve estar mais presente para inclusive, lembrar aquelas pessoas de que também são brasileiros.

    Comentário por Jorge Abril Flandres — 28 de março de 2009 @ 19:16

  83. Em resposta ao comentário de um tal de Luciano:
    O Eixo RJ-SP não levou violência ao resto do País, e sim foi vítima da violência trazida pela FAVELIZAÇÃO representada pela MIGRAÇÃO de nordestinos, capixabas, nortistas e outros.
    Se o Espírito Santo (Vitória principalmente) e as capitais nordestinas são cidades super violentas como são hoje em dia, a culpa é dos habitantes e governantes dessas cidades.

    Comentário por Carlos Flores — 28 de março de 2009 @ 19:23

  84. Claudio Fontana, aqui em Salvador e no Piauí há com certeza um efervecência cultural que não deixa a desejar em qualidade ao eixo rio São Paulo; Vou te ajudar a se atualizar , consulte http://www.labfoto.ufba.br/ e http://www.cultura.ba.gov.br/ e pense bem antes de fazer certos comentários.

    Comentário por Christianno Freitas — 30 de março de 2009 @ 10:05

  85. A mais de um ano venho correndo atrás de recursos para um projeto aprovado pela lei. Me sinto um idiota. Dediquei-me a seguir o caminho como artista, não como comerciante, não como político, mas simplesmente como artista. Depois que meu projeto foi aprovado preciso ser obrigado a deixar de lado meu lado artista para tornar-me um vendedor de projeto. Deleguei a função para outras pessoas também, ditas captadoras, mas ninguém consegue. As matrizes das grandes empresas estão localizadas principalmente em São Paulo e no Rio, de modo que passa a ser natural apoiarem projetos de suas regiões. Sou de Cuiabá-MT, aí penso: “Como que eu fico nesta situação? A quem posso recorrer? Alguém conhece um mega empresário que pague milhões de imposto de renda parar poder patrocinar apenas 4%. E mesmo que encontrássemos tal empresário, alguém acredita que ele estaria disposto a nos receber para falar de cultura. Seria necessário que tivessemos alguma relação próxima, algum grau de parentesco para que fossemos recebidos, caso contrário somos barrados sempre pela figura da secretária ou recepcionista. Aqui em Mato Grosso existe uma lei de incentivo a cultura, o valor financiado é pequeno, mas ninguém precisa mendigar em busca de grandes empresários. Quando o estado aprova um projeto ele é depositado na conta e enfim é executado evitando assim todos os transtornos e a existência da mafia das captações. Afinal, se o estado aprovou o projeto ele acredita no projeto e quem tem mais poder de fiscalização e recolhimento do imposto de renda do que o Estado. Seria tudo tão simples, o governo recebe o imposto de renda e repassa para a cultura, os projetos são analisados, aprovados, fiscalizados e todos saíriamos felizes. Uma pena que aqui em Mato Grosso o governo estadual financia apenas valores pequenos e por isso precisamos recorrer a lei federal para projetos duma envergadura maior. Outra coisa, penso que devemos ser independentes do estado sim, mas penso que precisamos desse primeiro apoio e o estado deve fiscalizar isso. Precisamos daqueles primeiros empurões, das primeiras ferramentas de trabalho, para a seguir podermos trabalhar em paz. Alguns nascem para serem médicos, outros comerciantes, outros construtores, operários, nós nascemos para ser artistas e precisamos do nosso espaço, precisamos simplesmente ser isso e isso é importante. Artistas sensibilizam o mundo tornando-o mais humano e mais próximo da principal busca, a felicidade.

    Comentário por Jaques Zanco — 7 de abril de 2009 @ 13:21

  86. Ator? Quem? Esse tal de Cláudio Fontana não passa de um atorzinho de quarto escalão no Rio! Queria ver essa tal Lei Rouanet acabar, aí sim iriamos ver quem realmente é profissional de teatro. Querem é mamar nas tetas do governo assim como os políticos deste país.
    Fernando Couto
    Diretor e Produtor de Teatro

    Comentário por Fernando Couto — 31 de maio de 2009 @ 20:23

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