Na Europa, a Internet decide o resultado das eleições
Nos últimos dias, a imprensa do mundo todo tem discutido à farta o impacto da Internet sobre o regime que, há 30 anos, vigora no Irã.
Mesmo sob os veus das burcas, o Twitter revela detalhes das manifestações contra o presidente Ahmadinejad que, no mundo real, permaneceriam ocultos.
Mas, se nos regimes duros, a internet serve para tornar público o que os governos proíbem, nos países democráticos, cada vez mais, a internet define os resultados das eleições.
Uma pesquisa realizada pelo Institut français d’opinion publique (IFOP), divulgada esta semana, mostra que a Internet foi a mídia mais utilizada pelos franceses nas últimas eleições do Parlamento Europeu.
Convidados a precisar a utilização de cada uma das mídias no processo de escolha dos candidatos, os entrevistados listaram a Internet como o meio que mais os ajudou.
A reportagem publicada pelo jornal Le Monde revela:
- Para 56% dos eleitores, a Internet foi “muito útil”
Aparecem, em seguida , a tevê, como 50 %, o rádio, com 47 % e a imprensa escrita, com 44 %.
Acrescentaria aos meios listados os livros escritos por alguns jornalistas. Nos livros eles “ousam” dizer coisas que não revelariam nem aos seus diários, digo, blogs.
Comentário por Lucia — 24 de junho de 2009 @ 0:59
Oi Ana Paula, realmente a internet cada vez mais decide eleições e divulga irregularidades como as registradas no Irã. Nem o aiatolá segura!!! Aproveito para parabenizar a sua contratação pela Folha.
Comentário por Luís Artur Nogueira — 24 de junho de 2009 @ 14:22